Este livro veio perseguir minha reflexão e minha aproximação na compreensão do funcionamento dos sobredotados, de suas particularidades, de sua riqueza e de sua vulnerabilidade. Mas também prosseguir no tempo. Depois da infância, depois dessa reviravolta do momento da adolescência, vem a idade adulta. E o quê, precisamente? O que se tornam essas crianças atípicas?
Como vive, adulto, esta personalidade tão singular? O que se pode fazer dessa inteligência aguçada cujos efeitos podem ser tão dolorosos, como administrar esta sensibilidade que se procura muito frequentemente sufocar, como chegar a construir uma vida que nos assemelha e na qual se sente bem? Isto é somente possível? E, se sim, como ou a qual preço? Com esta questão lancinante e central: pode-se, sim ou não, ser um adulto sobredotado feliz? (Facchin)