sábado, 23 de julho de 2016

Vamos avanzando...se habla de la intensidad emocional, de la hipersensibilidad, de las necesidades educativas, de los estigmas sociales, de que la diferencia no es cuantitativa, sino cualitativa ("la alta capacidad es una manera diferente de entender y procesar la realidad"), de lo aparentemente caóticos que parecen en las tareas cotidianas....y bien por la foto, más relacionada con la creatividad que con Einstein, en la que por fin vemos a una niña!!! (B. Suarez)
http://elpais.com/elpais/2016/07/18/mamas_papas/1468833218_804430.html?id_externo_rsoc=FB_CC

sábado, 11 de junho de 2016

plus proches que vous ne croyez

"Mettre un surdoué sous un manager moyen, bosseur et politique est catastrophique"

 



" . Particularidades dos sobredotados inacessíveis a uma compreensão e análise clássicas.

. Parecidos, mas tão diferentes.

Uma diferença no tempo gera sempre problemas de comunicação com os outros: não se compreende, não se está sincronizado. Não estar certo sobre o mesmo tempo: o grande malentendido com o mundo! 

Forma atípica de funcionamento intelectual. Levar em conta este funcionamento sob duas versões: intelectual e afetivo. Planos afetivo e cognitivo. Estão intrincadas.

Ele abandona e cada vez que ele visa um novo projeto, sua análise extralúcida os faz perceber as falhas e os limites. Então ele procura outra coisa. Um dia, em curso de sessão, ele me diz: < Como pode você me compreender já que você não é sobredotado? Você terá seus limites. Você pode compreender a teoria, mas não o que eu vejo. > Ufa, é preciso entendê-lo mesmo
(...) "                                                                                                                                                   (J.S.Facchin)

sexta-feira, 1 de abril de 2016

. Particularidades dos sobredotados inacessíveis a uma compreensão e análise clássicas.
. Parecidos, mas tão diferentes.
Uma diferença no tempo gera sempre problemas de comunicação com os outros: não se compreende, não se está sincronizado. Não estar certo sobre o mesmo tempo: o grande malentendido com o mundo! 
Forma atípica de funcionamento intelectual. Levar em conta este funcionamento sob duas versões: intelectual e afetivo. Planos afetivo e cognitivo. Estão intrincadas. 

http://osobredotado.blogspot.com.br/      surdoué, une intelligence paradoxale & complexe
http://osobredotado.blogspot.com.br/2014/05/quase-invisibilidade-impotencia_7362.html
Ficou constatada a quase-invisibilidade destes alunos no colégio, dentro de suas próprias famílias e, inclusive, para eles próprios. Existem fatores que impedem seu reconhecimento e em outros ambientes sociais ou laborais. Um desses fatores é o desconhecimento e a falta de valorização (ou a supervalorização) das características e comportamentos destas pessoas, o que significa a negação de suas necessidades enquanto sujeitos aprendentes, que juntamente com os mitos populares existentes numa sociedade que procura a 'normalidade' e a regra, mitos de igualdade impostos, geram inaceitação que se refletem em todo o ambiente no qual a pessoa sobredotada vive.
http://vivianeanetti.blogspot.com.br/2016/01/inteligencia-diferente-arborescencia.html
Trechos.
(...) Atenção para não se deixar agarrar pelas representações dominantes. Como se a representação corrente de uma grande inteligência supusesse a obrigação de um grande destino. Isto não é uma crítica, é claro. Mas uma constatação. A explicação? O medo. Pois na sua leitura acelerada da vida, o adulto sobredotado se reconecta brutalmente a ele mesmo, a todas as questões meticulosamente abafadas. A resposta é mais sutil, mas complexa. Trata-se menos de fazer algo de diferente que de ser enfim si mesmo.
~ Todo o funcionamento intelectual e afetivo aguça os contornos, desde criança, claro.
~ A personalidade do sobredotado é uma força frágil.
"O sobredotado cedeu, de seu lado, por compaixão. A estima que ele tem para com  psicóloga o fez evitar colocá-la em grande dificuldade profissional. Ele a respeita e respeita suas competências. O que a salva... a ela!" Frequentemente ele antecipa suas questões, suas interpretações, e o psicólogo pego na cilada será confrontado num ilusório sentimento de competência. Muitos psicólogos são procedentes da psicanalítica clássica, sem nenhuma ligação com as características de personalidade do sobredotado. (...)

Uma diferença no tempo gera sempre problemas de comunicação com os outros: não se compreende, não se está sincronizado. Não estar certo sobre o mesmo tempo: o grande malentendido com o mundo! Forma atípica de funcionamento intelectual. Levar em conta este funcionamento sob duas versões: intelectual e afetivo. Planos afetivo e cognitivo. Estão intrincadas. 

A inteligência excessiva e atípica é um duplo mal: ela faz sofrer e ninguém não pensa a lastimar daquele que sofre. Pelo contrário, ela pode suscitar inveja e agressividade e ampliar assim o sofrimento. Não se dirá jamais de alguém: "Ele é simpático, mas, pobrezinho, ele é muito inteligente"!

Ele abandona e cada vez que ele visa um novo projeto, sua análise extralúcida os faz perceber as falhas e os limites. Então ele procura outra coisa. Um dia, em curso de sessão, ele me diz: < Como pode você me compreender já que você não é sobredotado? Você terá seus limites. Você pode compreender a teoria, mas não o que eu vejo. > Ufa, é preciso entendê-lo mesmo!
.... esta idéia do sentimento de superioridade que se vivenciaria porque se é sobredotado martela tanto os espíritos... daqueles que não o são!
O que é verdade, no entanto, é que certos sobredotados < incham seu ego >. Eles desenvolvem uma personalidade que apareça suficiente, adotam este comportamento. Eles dão a imagem de pessoas que se pensam tão acima da massa. Mas não nos enganemos a respeito! O sobredotado que parece pretensioso é o mais vulnerável entre todos. Sua suficiência tenta esconder seu sentimento de profunda fragilidade. 

A lucidez sobre o mundo e sobre si abre as portas de uma compreensão chocante e afiada. A potência desta lucidez pode ser dolorosa mas ela é também a fonte de uma visão das coisas que se poderia finalmente qualificar de extralúcida.
Sua sensibilidade do mundo e de sua inteligência atípica! Que desperdício! ... cuja diferença suscita mais inveja do que compaixão, enfim todos os sobredotados que sofrem em silêncio não são jamais (muito raramente) levados em conta pela nossa sociedade do século XXI.
*
Ingenuidade marcante, expressão da credulidade. Ele crê no maravilhoso, no mágico.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Surdoué, une intelligence paradoxale & complexe.
A falha espaço-temporal:
viver em vários espaços-tempos
Isto se complica ainda. O sobredotado se sente multiidade, mas ele se situa igualmente em vários espaços-tempos: passado-presente-futuro. Tempo do vivido individual, mas que é também recolocado no contexto do espaço-tempo do universo. Tomar uma decisão no aqui e agora torna-se muito difícil por este levar em conta o antes, o depois, mas também o outro lugar. A perspectiva de si é muito diferente pois relativizada na escala do tempo e do espaço.
Isto corresponde à impossibilidade para o sobredotado de se desatar do contexto. Sua existência, sua razão de ser e de viver, é dependente dA Vida, com um A e um V maiúsculos. Sua pequena vida é religada ao sentido do mundo. Mesmo se o sentido o escapa, ele não pode se considerar como isolado do resto. Toda sua vida pessoal, insignificante, é perpetuamente colocada em perspectiva à escala do universo. Para o sobredotado, somente esta perspectiva universal e intemporal pode ter sentido e dar sentido à vida comum de cada um.
É evidente que esta visão das coisas, de sua vida como de si, engendra interrogações de respostas impossíveis. E que elas levam, inexoravelmente, a abismos de angústia sem nome.
Para um sobredotado, existe assim raramente um acordo íntimo entre o que ele é e o que ele faz. Persiste uma distância, tão ínfima seja ela, que cria certo desconforto que conduzirá seja à ultrapassagem de si, seja a uma aceitação obrigada, fonte de frustração.
Para se liberar, alguns sobredotados vão pegar o contra-pé: em sobreestimando sua importância e sua vida, eles tentam desafiar questões que os atormentam. Elas estão sufocadas, ele não as entende mais, preocupado que ele está de magnificar sua existência e sua pessoa. Não nos enganemos. É uma hipocrisia. Útil por vezes, pois protetora. Frágil sempre, pois não colocando jamais ao abrigo de um tremor interior ou de uma sacudida exterior que fará remontar ao mais profundo de si mesmo a essência mesmo de seu ser.
O tempo:
estar sempre deslocado
O tempo fala de movimentos. De ritmo. No sentido onde certos movimentos são mais rápidos que outros. Que movimentos mais lentos sucedem os ritmos acelerados. Estar no tempo, é estar no movimento da vida, calçado no mesmo ritmo que todo mundo.
O tempo é o problema central do sobredotado: ele não está jamais no bom tempo! Ele não está jamais sincronizado com o movimento geral. Ele está em diferença permanente: em avanço, ou não-atividade. Em atraso, ou parado.
• Em avanço, ele vai geralmente muito, muito mais rápido. Para perceber, para analisar, para compreender, para sintetizar. Abraçando um perspectiva ampla todos os dados de um problema, de uma situação. Por intermédio de seus sentidos sempre em alerta e que captam, tratam, integram os menores detalhes presentes. Dotado daquela empatia que confina às vezes tanto ao masoquismo as emoções dos outros vividas por procuração... Então, o sobredotado tem uma perspectiva visionária: ele dá o resultado quando os outros arrancam, ele compreende quando a formulação da questão não terminou, ele sabe o que fazer ao passo que cada um interroga, ele vai muito rápido! O ritmo dos outros parecem a ele nestes momentos a uma velocidade reduzida. O movimento da vida parece a ele dormente.
Um avanço que o estorva pois ele está frequentemente sozinho sem ninguém com quem partilhar. Um avanço que o obriga a esperar, a ver os outros fazerem, a encontrar seus passos falsos ao passo que ele já o sabe. Mas o que dizer, como dizer em permanência o que é preciso fazer e como o fazer sem passar por um ser orgulhoso e convencido? Sem passar por aquele a quem se diz: “De toda maneira, você tem sempre razão.” Mas nesta frase muito de agressividade escondida, de rivalidade, de inveja, de ciúmes. De irritação também.
A duração do avanço do sobredotado pode se revelar num grande número de setores da vida pessoal ou profissional. Em avanço sobre os outros, em avanço sobre seu tempo, em avanço em sua vida. Ter idéias revolucionárias, é bom, mas é preciso as < fazer passar > em as justificando. Mais difícil. Saber, antes que outro tenha acabado, o que ele vai dizer, irritante para aquele que fala, que se sente violado na sua intimidade. Compreender antes e melhor que aquele < suposto saber > pode se revelar dramático na empresa... Pode-se multiplicar os exemplos ao infinito. Todos estes momentos de vida < deslocados > e finalmente desconfortáveis. Estar em avanço, por que fazer?
• Imobilizado ou em não-atividade: são todos estes momentos onde a hiperpercepção do ambiente pode colocar em epígrafe um minúsculo detalhe sobre o qual o sobredotado fixa sua atenção. Ao passo que os outros continuam a avançar, que o ritmo da discussão prossegue, que a vida caminha, o sobredotado, ele, fica imobilizado. Cativo. Este ínfimo detalhe que não interessa a ninguém, que ninguém mesmo o reparou, a ele parece de uma importância capital. Para ele, se se não leva em conta esta pequena parte do problema, da situação, não se chega a um resultado satisfatório. Passa-se de lado. Então ele para, examina, reflete, tenta integrar este segmento do real. Os outros estão longe, ele está sempre lá.
• O atraso é uma outra forma de deslocamento. Uma nobre forma. Desta vez aqui é a hiperconscientização da vida que não coloca o sobredotado no mesmo tempo. Para ele, alguns conferem uma importância desmesurada a valores que parecem a ele tão subsidiários. Que estes sejam valores de sucesso, de dinheiro, de bens materiais. Ele tem por vezes a impressão que numerosas pessoas correm permanentemente sem fim verdadeiro. Sem darem sentido às suas vidas. E que elas vão muito rápido sem se colocar as questões essenciais: onde eu vou a esta velocidade? Por que fazer? O que eu procuro absolutamente obter? Quais são minhas prioridades? Será que esta corrida-perseguição desenfreada me levará à felicidade? etc. Então o sobredotado os deixa correr mas progride mais lentamente. Considerando o tempo do que ele considera como < verdadeiras > coisas. Ele pode atrasar-se na contemplação de uma paisagem, de uma obra de arte, de um espetáculo da natureza, da rua, dos homens. Ele pode se colocar numa discussão, num encontro que ele deseja viver plenamente. Ele pode sonhar com fantasia, nostalgia, jubilação, eventos passados ou projetos futuros. E tomar o tempo todo para isso. O tempo de viver talvez. Plenamente. Mas isto é, não está mais no tempo e ele observa chispar a plena velocidade, como na margem de uma autoestrada, esta via que ele aborda por um menor caminho.
O sobredotado raramente está no bom tempo e esta diferença procura uma desagradável sensação de estranheza e, paradoxalmente, de incompreensão do mundo.
Uma diferença no tempo gera sempre problemas de comunicação com os outros: não se compreende, não se está sincronizado.
Não estar certo sobre o mesmo tempo: o grande malentendido com o mundo!

Parte infantil; ingenuidade; entusiasmo

A PARTE INFANTIL
Os adultos sobredotados partilham uma característica perfeitamente surpreendente e entretanto bem escondida: uma parte infantil ainda muito presente. Pronta a se ativar à menor solicitação. Coberta no fundo da "grande pessoa", mas extremamente viva.
A parte infantil é o que resta da magia da infância: o sonho, a criatividade, a certeza que tudo é possível. A capacidade de se maravilhar, sobretudo. A capacidade a ser submergido por uma alegria profunda. Por um nada. Um todo pequeno nada. Mas também a ser nocauteado pela menor injustiça, o mais ínfimo sofrimento: um animal ferido, um velho que tem dificuldade a se levantar, a criança que cai enquanto ela estava tão confiante de seus primeiros passos...
Dizer de alguém que tem atitudes infantis é uma crítica por vezes violenta e sarcástica de parte dos adultos petrificados nas suas certezas tranqüilizadoras e que se obrigam a não adotar senão comportamentos sociais comumente aceitáveis; seria uma reprovação em forma de pesar desta parte da infância que não se ousa mais sentir?
A INGENUIDADE, EXPRESSÃO DA CREDULIDADE
É uma das grandes particularidades deste adulto sobretado: ele continua a crer, como uma criança. Ele crê no maravilhoso, no mágico. Na vida, nos encontros, nas possibilidades. Sua ingenuidade o torna pronto a tudo crer e a se encontrar muito rápido submergido pelo o que isto acarreta. As lágrimas nos olhos vêm rapidamente. Entretanto, ele se abstém, ele se comporta como "grande pessoa", séria, reflexiva.
Mas ele guarda, escondida, uma alma de criança.
O ENTUSIASMO, UMA ENERGIA IMENSA
Maravilhar-se mesmo sobre coisas que já se conhece. Este é um trunfo incrível. Contrariamente ao que se poderia pensar, é uma qualidade rara, muito pouco frequente. Este entusiasmo que se pode sentir enquanto ninguém se anima é uma energia excepcional. Que pode mudar completamente a vida. A consumir sem moderação!