"(...) Esconder um diagnóstico é impedir a criança sobredotada de se conhecer tal como ela é de verdade. É fazê-la crescer amputando uma parte de si mesma. Ela sofrerá, sem ter as chaves que lhe explicarão as razões.
Sua hipersensibilidade, sua percepção amplificada do mundo, sua emotividade transbordante serão vividas por ela como defeitos que é preciso reprimir. Ela não saberá jamais que ela é uma criança cuja personalidade se articula em torno de singularidades intelectuais e afetivas que fazem ao mesmo tempo uma criança de uma grande riqueza e uma criança distinta. Tem necessidade de ser acompanhada pelos pais com docilidade e firmeza benevolente. É uma força frágil que pode brilhar e vos maravilhar, mas pode se quebrar ao mínimo abalo.
Eu serei franca. Poucos são capazes de integrar todas as dimensões que comporta este reconhecimento a respeito de um sobredotado. Poucos chegarão a integrar todas as nuances. Então sim, pode-se falar sobre, somente àqueles que saberão ouvir.
O difícil reecontro com os outros.
‘Eu posso ser esta parte de mim que corresponde aos outros de minha classe, e então me entendo bem com eles. Mas não há ninguém outro com quem eu posso partilhar o resto de minha vida, ninguém compreende o que me importa o mais.’ Chloé, 5 anos, é entretanto uma minimenina, já perdida no recreio...
Fazer-se amar e compreendido por aqueles que se ama e que contam... aquilo que está em jogo em toda uma vida.
Para a criança sobredotada, que tem dificuldade a encontrar nos outros referências identificatórias, que se sente por sua vez tão parecida e tão diferente, que geralmente não compreende a reação ou atitude dos outros, que sempre se sente diferente mesmo quando parece integrado... o encontro com os outros é perturbado. ‘Um patinho feio’, pode sentir um autêntico sentimento de estranheza.
Compreendemos que o sobredotado não pode comunicar senão com suas emoções. É por este meio que ele vai tentar entrar em contato com os outros, com o mundo.
Imensa clarividência na infância com os recifes que espreitam nosso sobredotado sobre sua estrada: compreender e se fazer compreender, comunicar-se enquanto não se funciona segundo os mesmos processos, encontrar-se enquanto que os outros nos veem estranhos. Como motivo condutor, uma experiência dolorosa de diferença permanente e de incompreensão recíproca.
Nos primeiros anos, ele não observa o mundo, ele o transpõe de seu olhar. Suas interrogações parecem já presentes. Possuídas. As mães contam às vezes o quanto elas se sentiram desconcertadas por este todo-pequeno que posava sobre elas um olhar interrogador. Algumas dizem mesmo que elas se sentiram desestabilizadas. ‘Às vezes, eu ouso com custo relatar a você, mas seu olhar me fazia medo. Eu tinha a impressão de que ele me julgava. Nestes momentos, eu me colocava logo em seguida nos braços de meu marido.’ Desde pequeno, seus gestos, sua postura, suas mímicas, ocupam o espaço. Vivo, curioso, ele interpreta o mundo numa linguagem não verbal. E absorve tudo o que se passa em torno. Ao máximo.
A leitura, geralmente antes da hora. Por que ela lê? Porque ela procura compreender o mundo e porque ela capta muito rápido que o acesso à linguagem lhe abrirá as portas do infinito. E justamente, ele, o infinito, é seu estratagema! Então ela pede para aprender. Ela entrará na leitura como um verdadeiro desejo de descobrir o mundo! Os pais ouvirão dizer que um aprendizado ‘selvagem’ pode prejudicar a aprendizagem ‘acadêmica’.
Ela tem necessidade somente de um guia, não um mestre.
A capital confiança entabulada pela experiência na escola.
O difícil encontro da criança sobredotada com a escola vai progressivamente entabular sua capital confiança. No sentido etimológico, confiança vem de fé, fides em latim. O que significa ter fé em si e ter fé naqueles que os cercam. Entretanto, para o pequeno sobredotado, o inverso é que se produz. Sua vivência escolar o faz seriamente duvidar da possibilidade de contar com os outros.
Em casa, isso se complica também. (...) E depois, sentir as fragilidades e limites de seus pais complica todo o processo de identificação: apoiar-se nestes modelos para crescer ao passo que eles parecem tão frágeis... O pequeno sobredotado, desconcertado, constrói-se geralmente sozinho, erigindo suas próprias referências. Não é fácil.
Estes são os riscos: não é um drama anunciado.
Ir-se à melhor compreensão do funcionamento atípico dos sobredotados e à importância de um acompanhamento esclarecido.
O pequeno sobredotado não compreende a ligação com os adultos. Para ele, pode-se falar com os outros, pequenos e grandes. Sem distinção. Pouco a pouco, lhe dizem que este gênero de coisas não se pergunta a ‘pessoas grandes’. Ele assimilará que não se deve. Aos poucos, se calará. Recuará em si mesmo. Mesmo se ele não compreende sempre porque estas questões perturbam...
As dificuldades.
As dificuldades podem passar muito tempo despercebidos pois a criança compensa-as com sua inteligência. Até um certo momento onde não é mais possível. Restemos atentos em face das dificuldades escolares dos sobredotados, elas podem ter uma causa específica!
As ciladas da diferença. Funcionamento intelectual atípico.
A natureza de suas dificuldades. Estão ligadas, claro, à diferença produzida pela inteligência diferente, mas quem outrem da maioria o sabe? Elas estão também ligadas à dificuldade de ter acesso às suas estratégias de pensamento.
Os primeiros malentendidos: não compreender os implícitos.
Eu poderia vos trazer mil e uma anedotas. Todas refletem a mesma constante: a pessoa sobredotada não decodifica os implícitos. Ou, mais exatamente, ela os compreende ou os interpreta diferentemente. Como pensar que a dificuldade vem toda simplesmente da ilusão que cada um bem compreende da mesma forma.
Mais tarde também. Sua forma singular, distinta daquela do aluno ordinário que integrou desde muito tempo o saber-fazer escolar, o arrasta a uma decodificação paralela, diferente ou ainda para além da questão proposta. Então, é claro, ele responde por lado, faz um parênteses ou entrega folha branca, pois ele está convencido que não sabe fazer.
A espiral: da incompreensão à acusação.
Compreende-se quanto este modo de funcionamento engana o sobredotado e o coloca no centro de uma espiral de incompreensão recíproca. O sobredotado não acede a uma visibilidade sobre seu funcionamento singular e fora das normas, e vive estas censuras como tanto os ataques injustificados que ferem a confiança que ele pode testemunhar nos adultos, ele mesmo uma criança ingênua e hipermadura!, mesmo quando crescido. Quem pode ajudá-lo?
O sobredotado tem necessidade de compreender exatamente. Sua busca de precisão é uma estratégia de adaptação, mas que é geralmente vivida como insolência.
Em consulta, eu pergunto a Pierre, 9 anos, como eu faço com todos os alunos, em que ele é mais forte na escola. Eu mesmo fico um instante desconcertado com sua resposta: ‘Forte na escola? Em classe ou no recreio?’
Essa necessidade de precisão encontra-se também na interpretação literal das palavras, fonte de numerosas confusões. ‘Então, Pierre, o que você faz de suas férias?” ‘Eu tenho cuidado disso.”, responde-me este menino ao que eu fiz uma pergunta banal na espera de uma resposta... banal!
Sua forma de pensar singular, distinta daquela do aluno ordinário que integrou desde muito tempo o saber-fazer escolar, o arrasta numa decodificação paralela, diferente ou ainda para além da questão proposta.
A travessia da infância.
Uma maneira de 'estar no mundo' que o distingue de seus semelhantes.
(...)"
(in 'Trop Intelligent pour Être Heureux? L'Adulte Surdoué)
(traduzido por Viviane Anetti)
A partir de informações extraídas de uma obra estrangeira, que solicitei vir do exterior, cuja autora especialista em sobredotados, venho aqui oferecer uma contribuição a esta pequena população atípica existente no mundo, que na maioria das vezes sobrevive sem saber o porquê de sua diferença, e sua correta denominação. De Viviane Anetti para os sobredotados deste imenso planeta. (v. 'Os mitos têm a vida dura', no arquivo deste blog)
segunda-feira, 20 de julho de 2020
quarta-feira, 24 de junho de 2020
https://amenteemaravilhosa.com.br/cerebro-criancas-superdotadas/amp/
O cérebro das crianças superdotadas ou com alta capacidade de desempenho tem suas vantagens, mas também traz algumas limitações. Eles processam a informação de maneira muito veloz, têm uma capacidade analítica muito desenvolvida e um senso crítico bastante sofisticado. Nem sempre, no entanto, essas crianças conseguem alcançar seu potencial, nem desenvolvem uma mente forte o suficiente capaz de manejar de forma hábil suas capacidades, assim como o universo emocional que deriva disso.
O que em um primeiro momento pode parecer apenas uma grande bênção, para muitas pessoas não funciona exatamente assim. Toda criança superdotada ou com altas capacidades terá as dificuldades normais de toda criança da sua idade, somadas, é claro, às que derivam de seu alto coeficiente intelectual.
O cérebro das crianças superdotadas ou com alta capacidade cognitiva se desenvolve de modo diferente das crianças com um nível de inteligência média ou normal.
Desse modo, e ainda que frequentemente ouçamos falar das notáveis vantagens de um cérebro dotado de habilidades extraordinárias, nem sempre outros fatores que também caracterizam essa parte da população são levados em consideração. Estamos falando de ansiedade, de baixa autoestima, de desconexão com um entorno pouco ajustado a suas necessidades, de isolamento… Todos esses problemas começam a se tornar mais evidentes por volta dos 11 anos de idade.
As associações estatais ou mesmo as não governamentais que trabalham com essas crianças têm diretrizes bastante claras. Não basta fazer uso de todos os meios possíveis para a identificação da condição em idades bastante jovens – estima-se que o ideal seja entre os 3 e os 5 anos de idade. Precisamos também compreender como é o cérebro das crianças superdotadas. É prioridade entender como ele se desenvolve, e como devemos lidar com cada marco do desenvolvimento neural, acompanhando-o com os reforços e o suporte mais adequado possível.
Os neurocientistas sempre tiveram um grande interesse em compreender o cérebro das crianças superdotadas.O que o torna diferente das crianças com uma inteligência média ou normal? Que recursos neurais excepcionais essas crianças apresentam para ter uma capacidade tão mais desenvolvida? Muitas dessas perguntas já foram respondidas graças ao novos avanços na ciência de estudo do cérebro como, por exemplo, as técnicas de contraste e as ressonâncias eletromagnéticas.
A seguir listamos e explicamos uma parte das descobertas recentes que temos disponíveis para o público, e que podemos consultar em espaços especializados de revistas científicas, como a The British Psychological Society.
Seu córtex cerebral se desenvolve mais lentamente
Esse dado é muito chamativo, mas foi algo que a neurociência já deixou bem claro. Já foi confirmado a partir de estudos realizados com o cérebro de pessoas com QI muito elevado, como Albert Einstein, que elas não tem um cérebro maior. Mais impressionante ainda, as crianças com altas capacidades costumam apresentar um córtex cerebral menor. Conforme a idade, porém, o desenvolvimento dessa parte da massa cerebral vai sofrendo um espessamento e engrossando de forma lenta, mas constante, até a chegada da adolescência.
Em uma criança com um QI normal, acontece justamente o contrário. Na primeira infância, essas crianças apresentam um córtex cerebral mais grosso. Chegados os 12 ou 13 anos, a área tende a diminuir, reduzindo seu tamanho total. O que isso significa? Basicamente que o cérebro de uma criança com elevadas habilidades cognitivas vai se sofisticando e se especializando com o tempo. Seu momento de maior potencial é a adolescência.
As regiões do cérebro são mais especializadas
As crianças superdotadas apresentam, também, um volume maior de matéria cinzenta em certas regiões do cérebro. Lembremos que a matéria cinzenta tem relação com a cognição, a inteligência e a nossa capacidade de processamento de informação. Isso significa basicamente que alunos superdotados têm mais facilidade e maior habilidade para lidar com dados, analisá-los e extrair conclusões.
Há no cérebro 28 regiões relacionadas com a nossa habilidade de raciocinar, agir, focar a atenção e reagir a estímulos sensoriais externos. As crianças com altas capacidade apresentam uma maior especialização em cada uma dessas áreas cerebrais.
Há uma maior conexão neuronal
Enquanto a matéria cinzenta contém e lida com a informação, a matéria ou substância branca é a que permite a mobilidade da informação, pois garante a conexão entre os neurônios. Já podemos adivinhar que no cérebro de crianças superdotadas esta é, sem dúvida, a parte com uma das características mais notáveis. Sua eficiência neuronal é enorme.
O cérebro tem, podemos dizer de forma figurativa, muito mais estradas e ruas neuronais para conduzir os dados, a informação e os conceitos. Além disso, essas vias são todas intercomunicadas, em uma ampla rede que torna o cérebro sofisticado e hiperconectado, permitindo um funcionamento muito rápido. Agora… essa mesma característica também traz algumas desvantagens.
Podem surgir engarrafamentos muitas vezes. Ou seja, a criança com alta capacidade cognitiva pode entrar em colapso diante de tanta informação processada, diante de tanta relação que o cérebro cria entre uma ideia e outra. É por isso que às vezes há um bloqueio. Diante de tantas ideias, hipóteses e inferências, há uma pane no sistema. Há tanta atividade mental e neuronal que frequentemente essas crianças podem demorar muito mais tempo para terminar uma prova, ou inclusive para responder uma pergunta de aparência bastante simples.
A plasticidade cerebral é uma grande vantagem
Grande parte dos trabalhos neurocientíficos ressaltam a grande capacidade de plasticidade que o cérebro das crianças superdotadas possui. Tal como falamos no início do artigo, seu córtex cerebral cresce de forma mais lenta, mas enquanto isso, ele se especializa e vai se desenvolvendo de forma constante. Novas conexões são criadas, novas estradas são abertas de forma gradual para facilitar a aprendizagem.
Quando uma criança presta atenção em uma nova experiência, seu cérebro muda, se especializa, novos caminhos neurais são construídos para criar uma maior conexão entre áreas, regiões e estruturas. A plasticidade das crianças superdotadas é tão maravilhosa que muitos neurocientistas as classificam como mente em eterno crescimento. Mentes famintas e desejosas de interação, cujas expectativas nem sempre são cumpridas pela maioria de nós, meros mortais que estão ao seu redor.
Para concluirmos, há algo que temos que ter em mente sobre todas as informações trazidas. É a forma como o cérebro das crianças superdotadas se desenvolve. O desenvolvimento se dá de forma gradual, mas sofisticada, e tem seu pico na adolescência. Enquanto crianças com um QI normal têm seu pico de maturação cerebral entre os 5 e 6 anos, são os adolescentes com altas habilidades que exigem uma maior demanda quando chegam a essa fase da vida.
Eles precisam, antes de tudo, de um contexto que os favoreça e permita que eles usem o potencial de suas capacidades, impulsionando sua plasticidade cerebral. Se o ambiente dessa criança entre 10 e 11 anos é pouco estruturado e pouco ajustado a suas capacidades, o mais comum é que ela lide com o ostracismo e a frustração. Sejamos, então, mais sensíveis a essas mentes tão despertas, mas também frágeis em muitos aspectos.
quinta-feira, 4 de junho de 2020
Comment reconnaître un surdoué
#29 il se sent animé par le processus bien plus que par le résultat 👷♂️👷♀️
Comment reconnaître un surdoué
#28 il a pu se rendre complice des méfaits des plus mauvais par sa grande loyauté / crédulité
😌
Comment reconnaître un surdoué :
#30 il abat toutes les cloisons que la société a érigées
#transversalisme
#29 il se sent animé par le processus bien plus que par le résultat 👷♂️👷♀️
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Comment reconnaître un surdoué :
#30 il abat toutes les cloisons que la société a érigées
#transversalisme
Le reveil du surdoue'
HPE, HPI, un refuge pour chacun.
Dans son enfance, le Haut Potentiel, grâce à ses deux intelligences (émotionnelle et cérébrale) aussi vives et puissantes l’une que l’autre, se réfugiera dans l’une d’elles, comme une solution de survie. Pour les uns ils trouveront en leur intelligence émotionnelle un moyen de se sentir en vie, on parle dans ce cas de Hauts Potentiels Emotionnels (HPE) et pour les autres, leur intelligence cérébrale comme seul rempart à l’avancement, ils sont nommés Hauts Potentiels Intellectuels (HPI).
Le HPI, souvent, parce que ses parents attendent de lui un comportement à leur image ou parce que son contexte familial est réprimant ou abusant, va comprendre que se vivre avec entièreté ne l’aidera pas à avancer. Il commencera à bloquer tout son système émotionnel, l’anesthésiant et le cadenassant. Il intégrera rapidement que son cerveau sera son seul allié pour naviguer avec aisance dans ce monde ne reconnaissant pas son système empathique puissant et sa perméabilité à son environnement.
Ainsi, comme mécanisme de défense, il réprimera ses émotions pour agir. Sans perturbation il mécanisera tout, passant pour un génie sans faille, à l’image de ce qu’on attend de lui. Chaque émotion se présentant sera enfouie mécaniquement au plus profond de lui-même.
Voici comment ce HPI pourra ainsi accéder à des postes élevés grâce à des études prolongées avec succès et toujours motivé par une performance individuelle. Pour lui, de façon obsessionnelle, l’argent est souvent une protection matérielle . Mais cela ne peut durer…à force de réprimer chaque émotion et de la stocker dans un coffre devenu trop étroit, un évènement de trop fera exploser son bunker, telle une bombe à retardement. Ainsi tous ses remparts s’écroulent. Son intelligence émotionnelle n’ayant jamais été écoutée, prendra le pouvoir et lui fera subir une dictature sans nom, lui imposant ses règles, et ne lui laissant plus accès à son cerveau, auparavant si performant…Tout implose et ainsi se présente le burn-out du HPI, un révélateur du fait de s’être écarté de ses besoins fondamentaux et structurels.
Le HPE, protégé dans son enfance grâce à un parent le reconnaissant comme une personne à part entière, pourra se vivre dans ses émotions. On dira de lui qu’il est souvent « dans son monde », ayant une relation privilégiée avec les animaux et la nature. Grâce à cette empathie surdéveloppée, il aura cette capacité d’appréhender l’invisible, les émotions, les énergies et les vibrations. Tout ceci en fera un être très créatif. Tellement en vie grâce à cette bienveillance, le HPE se réfugiera dans cette intelligence émotionnelle (intuitive) si éveillée. Sans avoir la capacité de cadenasser ses émotions, il vivra en pleine ébullition permanente, cherchant à les faire se calmer auprès de personnes rassurantes.
De parts ses connections actives, il ressentira plus fort la part sombre de ce monde. Cette bienveillance qui l’a tant rassuré pendant son enfance sera sa quête du Graal. Il y trouvera souvent malheureusement des normes, des procédures, des lieux déshumanisés, des non-sens, sans avoir la possibilité d’exprimer son intérieur si riche. Incompris et non reconnu, en commence un décalage angoissant. Ses émotions si présentes n’ont pas la possibilité d’être extériorisées tant la société lui en semble démunie. Et pourtant Il est vital pour lui de les exprimer. Souvent cette situation le conduira vers la dépression du HPE, telle une flamme de bougie qui s’éteignant progressivement.
Parlons aussi de tous ces HP qui vont bien, on dit d’eux qu’ils sont équilibrés entre le I et le E (HPI/E). Enfants vus et reconnus, ils en gagnent la possibilité de se vivre en se respectant. Ils ont, depuis longtemps, compris que leur intelligence émotionnelle était juste un centre d’informations sur leur état intérieur ou leur environnement. Grâce à tous leurs ressentis, ils pourront agir en conséquence avec leur intelligence cérébrale.
L’enjeu pour chaque HPI ou HPE est de comprendre son propre fonctionnement afin de trouver son équilibre et sa sérénité.
Cedric Socolovsky 06/2019
Dans son enfance, le Haut Potentiel, grâce à ses deux intelligences (émotionnelle et cérébrale) aussi vives et puissantes l’une que l’autre, se réfugiera dans l’une d’elles, comme une solution de survie. Pour les uns ils trouveront en leur intelligence émotionnelle un moyen de se sentir en vie, on parle dans ce cas de Hauts Potentiels Emotionnels (HPE) et pour les autres, leur intelligence cérébrale comme seul rempart à l’avancement, ils sont nommés Hauts Potentiels Intellectuels (HPI).
Le HPI, souvent, parce que ses parents attendent de lui un comportement à leur image ou parce que son contexte familial est réprimant ou abusant, va comprendre que se vivre avec entièreté ne l’aidera pas à avancer. Il commencera à bloquer tout son système émotionnel, l’anesthésiant et le cadenassant. Il intégrera rapidement que son cerveau sera son seul allié pour naviguer avec aisance dans ce monde ne reconnaissant pas son système empathique puissant et sa perméabilité à son environnement.
Ainsi, comme mécanisme de défense, il réprimera ses émotions pour agir. Sans perturbation il mécanisera tout, passant pour un génie sans faille, à l’image de ce qu’on attend de lui. Chaque émotion se présentant sera enfouie mécaniquement au plus profond de lui-même.
Voici comment ce HPI pourra ainsi accéder à des postes élevés grâce à des études prolongées avec succès et toujours motivé par une performance individuelle. Pour lui, de façon obsessionnelle, l’argent est souvent une protection matérielle . Mais cela ne peut durer…à force de réprimer chaque émotion et de la stocker dans un coffre devenu trop étroit, un évènement de trop fera exploser son bunker, telle une bombe à retardement. Ainsi tous ses remparts s’écroulent. Son intelligence émotionnelle n’ayant jamais été écoutée, prendra le pouvoir et lui fera subir une dictature sans nom, lui imposant ses règles, et ne lui laissant plus accès à son cerveau, auparavant si performant…Tout implose et ainsi se présente le burn-out du HPI, un révélateur du fait de s’être écarté de ses besoins fondamentaux et structurels.
Le HPE, protégé dans son enfance grâce à un parent le reconnaissant comme une personne à part entière, pourra se vivre dans ses émotions. On dira de lui qu’il est souvent « dans son monde », ayant une relation privilégiée avec les animaux et la nature. Grâce à cette empathie surdéveloppée, il aura cette capacité d’appréhender l’invisible, les émotions, les énergies et les vibrations. Tout ceci en fera un être très créatif. Tellement en vie grâce à cette bienveillance, le HPE se réfugiera dans cette intelligence émotionnelle (intuitive) si éveillée. Sans avoir la capacité de cadenasser ses émotions, il vivra en pleine ébullition permanente, cherchant à les faire se calmer auprès de personnes rassurantes.
De parts ses connections actives, il ressentira plus fort la part sombre de ce monde. Cette bienveillance qui l’a tant rassuré pendant son enfance sera sa quête du Graal. Il y trouvera souvent malheureusement des normes, des procédures, des lieux déshumanisés, des non-sens, sans avoir la possibilité d’exprimer son intérieur si riche. Incompris et non reconnu, en commence un décalage angoissant. Ses émotions si présentes n’ont pas la possibilité d’être extériorisées tant la société lui en semble démunie. Et pourtant Il est vital pour lui de les exprimer. Souvent cette situation le conduira vers la dépression du HPE, telle une flamme de bougie qui s’éteignant progressivement.
Parlons aussi de tous ces HP qui vont bien, on dit d’eux qu’ils sont équilibrés entre le I et le E (HPI/E). Enfants vus et reconnus, ils en gagnent la possibilité de se vivre en se respectant. Ils ont, depuis longtemps, compris que leur intelligence émotionnelle était juste un centre d’informations sur leur état intérieur ou leur environnement. Grâce à tous leurs ressentis, ils pourront agir en conséquence avec leur intelligence cérébrale.
L’enjeu pour chaque HPI ou HPE est de comprendre son propre fonctionnement afin de trouver son équilibre et sa sérénité.
Cedric Socolovsky 06/2019
terça-feira, 2 de junho de 2020
Ouça (#27) CHLOÉ ROMENGAS, auteure, dessinatrice | Discussion entre deux zèbres de Sens Créatif no #SoundCloud
https://soundcloud.com/senscreatif/27-chloe-romengas-auteure-dessinatrice-discussion-entre-deux-zebres
https://www.facebook.com/rayuresetratures/
https://soundcloud.com/senscreatif/27-chloe-romengas-auteure-dessinatrice-discussion-entre-deux-zebres
https://www.facebook.com/rayuresetratures/
quarta-feira, 8 de abril de 2020
Surdoue', z'ebre, ~ Des confidences subtiles mais touchantes de la part du couple qui a reçu de nombreux témoignages par la suite de familles aux situations similaires. "Les zèbres sont les meilleurs, un savant mélange de blanc et noir à l'extérieur et un délicieux arc en ciel à l'intérieur", écrit d'ailleurs un internaute d'humeur poétique.~
~ ... tout simplement une pensée complexe et est affublé d'une grande sensibilité...
https://www.purepeople.com/article/pierre-et-fred-l-amour-est-dans-le-pre-leur-fils-surdoue-revelations_a383204/1
~ ... tout simplement une pensée complexe et est affublé d'une grande sensibilité...
https://www.purepeople.com/article/pierre-et-fred-l-amour-est-dans-le-pre-leur-fils-surdoue-revelations_a383204/1
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